QUANTO VALE UM ABRAÇO?

Já conhecemos a parábola do menino que perguntou ao pai quando ele ganhava de salário, e o mesmo respondeu que recebia R$500,00 por mês, mas o garoto não satisfeito, então perguntou: e por hora, quanto seria seu salário? E o pai sem fazer muita conta respondeu R$2,00 por hora, o menino muito carente e com os olhos cheios de lágrimas disse ao papai querido que lhe vendesse então meia hora de conversa porque ele só tinha um real.

E na vida real, por quanto estamos vendendo nosso tempo aos entes queridos? Será que estamos dividindo coerentemente o tempo ou só pensamos no trabalho? Quantas vezes ouvimos dizer que os velhos são chatos, que vivem reclamando de tudo, que não gostam de barulho, a comida está muito quente ou muita? Que o pé está gelado, que não agüenta andar, que não consegue acreditar que os netos estão usando um tal de piercing na testa, no umbigo, na língua ou discorda das tatuagens gigantes que a netinha de 18 anos tem no corpo?

Pois bem, se nós dispensássemos os “uns minutinhos” por dia para dar atenção aos velhos com certeza eles entenderiam mais a modernidade, a tecnologia e as mudanças em geral que ocorrem hoje em dia a uma velocidade espantosa para eles.

Os velhos não reclamam das coisas, na verdade as reclamações é em geral uma forma de chamar a atenção, e se déssemos esta atenção a eles com certeza seriam mais felizes, e sabendo que seremos velhos um dia, acho bom irmos treinando para reclamar falta de carinho, atenção, respeito, amor entre outras necessidades básicas do ser humano, seja ele velho ou novo, pois conhecemos velhos de apenas quarenta anos e jovens com mais de 70 anos.

Geralmente o que os nossos queridos ancestrais querem nada mais é do que um abraço; será que teremos que cobrar um abraço? Será que poderemos doar um abraço? Um abraço por dia cura a maioria das doenças de velhice.

Vamos distribuir gratuitamente muitos abraços aos parentes e amigos.

Um abraço,

Carlos Serpeloni

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