Desafie-se

Sempre temos desafios pela frente, uma decisão, uma escolha, uma ajuda, cumprir uma promessa, vencer um desfio é sempre recompensador, porém, um desafio precisa ter consistência, precisa ter motivo, precisa ter valor, precisa ser mais do que estamos acostumados a fazer no dia-a-dia, se fizermos sempre a mesma coisa obteremos o que sempre obtivemos e ainda não cresceremos, pois para crescer precisamos passar dos limites, e estes limites são muito particulares, cada um tem o seu, não adianta comparar o seu limite com o limite do seu vizinho, pois para isto teríamos que levar em conta uma serie de circunstancias, tais como: idade, peso, altura, cultura, porte físico, tempo de preparo, tempo de estudo, etc…

Quando comparamos o jeito de falar e de se vestir de um gaúcho com um pernambucano, não podemos dizer quem está certo ou errado, os dois têm seu jeito, se pedirmos a eles que fizessem um resumo de um livro de linguagem regional, escrito por um mineiro com certeza o resultado seria diferente, mas com base igual.

Quando escrevo um texto não posso me comparar com alguém que seja analfabeto, pois assim eu teria certeza que sou mais culto que ele, se me comparar com Jorge Amado, terei certeza que ele será mais culto que eu.

Tenho então que comparar, eu comigo mesmo, mas o eu anterior com o eu agora, este tempo pode ser um minuto ou cinquenta anos não importa o tempo, o que importa é se houve evolução ou não, o nosso desafio será sempre com a gente mesmo, nós temos que vencer nosso desafio, temos que superar os nossos limites, nunca os limites dos outros.

Desafie-se verifique em seus pensamentos em que você poderá se superar, se leu quatro livros no ano passado, ótimo, mas seu desafio tem que ser ler cinco este ano, nunca menos ou igual, pois você não saberá seu limite se ficar na mesmice, se conheceu nove cidades diferentes no ano que passou, desafie-se a conhecer ao menos doze cidades diferentes neste ano, se visitou asilos ou orfanatos uma vez por mês, que tal visitar duas vezes por mês?

Pense um pouco e responda; posso fazer mais?

Um abraço,
Carlos Serpeloni

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