Certo ou Errado?

Certo, mas para quem? Errado, mas baseado em que? Todos nós insistimos em provar que estamos certos, certos na avaliação do outro, na avaliação do comportamento do outro, certo na religião, certo no modo de vestir, certo no modo e o que comer, certo na etiqueta, existem até livros que ensinam a se comportar em determinados locais.

Não quero fazer apologia à baderna, ao anarquismo, mas dizer o que é certo ou errado é uma responsabilidade muito grande para quem está ensinando, quando se trata de comportamento.

Temos as leis que regem um país, um estado, um município, um clube, uma escola e até uma casa, estas regras realmente temos que obedecer, mas notem que de tempos em tempos há uma reforma, isto quer dizer que uma lei foi até excelente, mas pode ser obsoleta hoje, ou uma lei para um determinado estado é pertinente, mas ineficaz em outro.

Se uma lei, que é uma regra máxima de uma nação, muda, por que temos que ser tão intransigentes nas nossas verdades?
É muito bom falarmos de direito quando respeitam a nossa opinião, mas é só serem contrárias as nossas ideias que lá vem discussão, vamos abrir a mente e receber a verdade do outro como uma verdade diferente de nossa verdade, evidente que você poderá tentar expor o motivo que o leva a acreditar numa ideia, isto é até salutar, porém impor uma verdade é uma forma violenta de desrespeito, de invasão e até de preconceito.

Mudar de opinião, ao contrário que muitos pregam, é até louvável num mundo de transformação, temos que aceitar o novo, aceitar a opinião alheia, a vontade alheia, a cultura do outro, o costume e o ensinamento contrários ao nosso.

Será que a minha verdade é tão mais verdade que a do outro? Mas a minha fonte é fidedigna, é de um livro santo, é de uma pessoa impar, é uma doutrina absoluta, e daí? Quem me garante que tudo isto é o certo? Sei que temos, ou melhor, podemos acreditar no que nos ensinam, mas aceitar tudo resignado, sem contestar, sem comparar, sem estudar é ser fadado a alienação.

Faça suas escolhas, acredite nelas, mas lembre-se: existem direitos iguais, aceite eles também, viva e deixe viver, seja um inteiro, seja você, e questione a minha verdade, tire sua própria conclusão e seja mais feliz.

Um abraço.
Carlos Serpeloni.

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